domingo, 15 de abril de 2012

Jovem se suicida após tentar matar a ex-namorada na Pituba

O estudante de análise de sistemas Leonardo Magalhães, de 22 anos, se matou após tentar atirar em sua ex-namorada, uma estudante de medicina que não teve o nome divulgado, segundo a polícia. A jovem é de Feira de Santana, e o caso aconteceu no apartamento onde ela mora sozinha, no edifício Praia de Itacimirim, na Lagoa dos Patos, no bairro da Pituba, na tarde deste domingo (15).

De acordo com a polícia, Leonardo Magalhães morava no prédio vizinho da ex-namorada e foi visitá-la com a intenção de matar a jovem e se suicidar, caso ela não aceitasse reatar com ele. O casal havia namorado três anos e estava separado há quatro meses, segundo familiares e amigos dos jovens.

Ainda segundo a polícia, Leonardo escreveu uma carta de despedida, pedindo desculpas à família da ex-namorada. "Deixo esse mundo ao lado de meu amor", escreveu o rapaz no sábado (14). De acordo com testemunhas, Leonardo chegou no apartamento da ex-namorada por volta das 16h e os dois discutiram. Poucos minutos depois, vizinhos ouviram gritos da estudante, chamando pela mãe de Leonardo. Em seguida, vários tiros foram disparados e os vizinhos chamaram a polícia.

No apartamento da estudante havia marcas de tiro nas paredes, além de vidros quebrados e objetos espalhados. Quando os policiais chegaram no local, Leonardo estava baleado na cabeça e foi socorrido no HGE (Hospital Geral do Estado), mas não resistiu aos ferimentos. A ex-namorada dele foi encaminhada para a 16ª Delegacia Territorial (Pituba).

Policiais federais protestam contra terceirização em aeroportos

Policiais federais vão fazer uma "operação padrão" nos aeroportos brasileiros na próxima quinta-feira (19) como forma de protesto contra as terceirizações em funções exclusivas da Polícia Federal. De acordo com Marcos Wink, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), o objetivo é chamar a atenção do governo sem trazer prejuízos aos usuários dos aeroportos.
Wink disse que as funções exclusivas da Polícia Federal estão sendo paulatinamente terceirizadas pelo governo. "O terceirizado deveria ser usado para as atividades meio, nunca para as atividades fim. Estão tentando terceirizar as pessoas para exercerem uma atividade de policial, como autorizar a entrada de estrangeiros no país."
No dia da "operação padrão", os policiais vão alertar a população para a insegurança nos aeroportos e checar a documentação e bagagens de todos os passageiros que desembarcarem ou embarcarem no país. "Este trabalho deveria ser rotineiro, mas por falta de efetivo não é feito. A gente está fazendo isso para mostrar a precarização do serviço da PF."
Para o presidente da Fenapef, além da falta de condições para trabalhar, os policiais também são atingidos pela falta de reajuste salarial. "De 2002 para cá, a Polícia Federal teve o menor índice de reajuste salarial. Teve 78% (de reajuste) ao passo que outras instituições tiveram 400% (de aumento). Somos o grupo que tem o menor salário dentro do executivo."
Atualmente, o salário inicial de um agente é aproximadamente R$7,5 mil. No próximo dia 24, a Fenapef fará uma assembleia geral para decidir quais serão os próximos passos do movimento. Segundo Wink, a categoria pode decidir, ainda, se começará uma greve. "Vamos nos reunir e ver o que vamos fazer. Uma greve não está descartada."

Guerra santa e faniquitos clericais

Teleanálise Malu Fontes
Guerra santa e faniquitos clericais Tratando-se o Brasil de um Estado laico, ou seja, um país sem vinculações formais, legais, constitucionais com qualquer religião, torna-se difícil decidir, se forem usados os princípios da razoabilidade, claro, o que é mais surpreendente: se o fato de a Suprema Corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF) manter embolorando em suas estantes, durante oito longos anos, uma ação que garante a mulheres grávidas cujos fetos têm diagnóstico de anencefalia, malformação irreversível e incompatível com a vida fora do útero, o direito legal de antecipar o parto ou se surpreendente mesmo é ver o assunto tomado de assalto por turbas clericais que querem fazer suas crenças religiosas pessoais se sobreporem ao direito, às leis e à autonomia.
O que os telejornais transmitiram durante a semana foi uma espécie de embate entre argumentos científicos e apelos típicos de uma guerra santa em favor dos fetos anencéfalos.
Porteira para feios - Numa militância que em nome da fé juntava numa baciada humana pessoas que iam de Heloísa Helena, a bispos com B maiúsculo e minúsculo, passando por fanáticos que encenaram procissões noturnas em frente ao Supremo carregando lanternas empapeladas medievais, não faltou nem mesmo gente com o quilate de celebridade.
O posto dessa categoria foi assumido na turma das lanternas por Elba Ramalho, sim, aquela que já andou dizendo ter sido abduzida por seres interplanetários. Dessa vez o foi pelo fanatismo. Possessos com a perspectiva de o STF garantir às mulheres o direito de não carregar na barriga por nove meses um feto que não vai sobreviver, os auto-declarados defensores da vida não se intimidaram em recorrer a mentiras e golpes baixos.
Mães de filhos com outros tipos de diagnósticos foram para a porta do Supremo expô-los jurando que eram anencéfalos sobreviventes, quando isso jamais pode ou poderia ser verdade. Altas autoridades da Igreja Católica não se intimidaram e apelaram ao senso comum com argumentos abaixo do rasteiro.
Bispos da mais alta hierarquia da instituição juravam aos fiéis que autorizar a interrupção de gravidez em casos de anencefalia era abrir a porteira para a eugenia. Era só o começo para logo autorizarem o assassinato de deficientes, diferentes e até mesmo, pasmem, feios!!
Bispo da pesca - Não, nenhuma diversidade humana, muito menos a feiúra, que há milênios vive e sobrevive tranquila e em maioria no mundo, corre o risco apregoado pelos profetas insanos. Com o placar de 8 votos favoráveis à antecipação do parto e 2 contra, agora somente as grávidas que compartilham a tese de Elba, Heloísa e seus amigos bispos com B e b poderão continuar acalentando em seus ventres um feto que jamais terá possibilidade de sobrevivência fora do útero.
Entre as reações possessas à decisão do Supremo está a do bispo que caiu na rede do Ministério da Pesca sem saber pescar. Para ele, o que o STF fez foi usurpar as funções do Congresso, a quem cabe legislar, deliberar sobre o que pode e o que não pode, em termos de direito, o cidadão brasileiro. Ora, quem não quer legislar é o Congresso.
Quem tem dúvidas que a maioria dos parlamentares brasileiros não quer nem de longe meter a mão em cumbucas polêmicas? O eleitorado é beato, conservador e hipócrita e tudo o que deputado ou senador não quer é perder voto. Se não, como vão se aproximar dos Midas corruptores como os Cachoeiras e que tais que lhes enchem os bolsos?
Falar sobre anencefalia, contra ou a favor, significa perda de voto. E perder voto é ficar longe de oportunidades de enriquecimento fácil e rápido. Legislar para quê? Melhor discutir o valor das verbas indenizatórias e ficar esperando um Ministério.
Caetano - Quanto aos beatos de lanterna no STF, refletir não dói: o Brasil registrou, nos últimos 30 anos, 1,1 milhão de assassinatos (e aqui nem entram os mais de 30 mil mortos, a cada ano, no trânsito, sem que ninguém esteja preso por isso). E cadê esse povo das lanternas rezando contra isso em frente ao Congresso, ao Ministério da Justiça, aos institutos médicos legais?
Quanto paradoxo, se diante de fetos sem encéfalo são capazes de tanto clamor no Planalto Central, não? E viva Caetano: “E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital? E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto e nenhum no marginal?”
Embora tenha votado a favor, o ministro Gilmar Mendes, performático que só, atacou o que chamou de cerceamento da expressão dos grupos religiosos, por parte de cientistas, médicos, acadêmicos, militantes feministas, advogados, etc. Disse que os defensores da ação tiveram faniquitos anti-clericais. Ora e os faniquitos clericais dos que acusam os apoiadores da causa de eugênicos, nazistas e assassinos? Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 15 de abril de 2012, no jornal A Tarde, Caderno 2, p. 05, Salvador/BA.

Presos fazem rebelião em presídio de segurança máxima em Aracaju

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Sergipe informou que 470 presos fizeram uma rebelião na tarde deste domingo (15), no Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho, no bairro Santa Maria, em Aracaju (SE). O presídio tem capacidade para 476 detentos. Segundo a SSP, três agentes penitenciários e 128 familiares dos presos são mantidos reféns.
A rebelião começou por volta das 14h, durante o horário de visita, quando os presos, armados com facas e escopetas roubadas de uma sala do presídio, renderam os agentes.
Os presos reclamam de maus-tratos e pedem a demissão do diretor da unidade, Antônio Ricardo de Oliveira Manhães, melhoria na comida, revisão dos processos e respeito com os visitantes.
De acordo com a Polícia Militar, as negociações estão sendo feitas pelo comandante da PM em Aracaju, coronel Enilson Aragão, o capitão Marcos Carvalho, do Núcleo de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, o secretário da Justiça de Sergipe, Benedito Figueiredo, o promotor da 7ª Vara Criminal, Luiz Claudio Almeida dos Santos, o secretário de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania de Sergipe, Luiz Eduardo Oliva, o juiz da Vara de Execuções Penais, e membros dos Direitos Humanos.
Policiais da Tropa de Choque da PM, equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estão no local.