terça-feira, 16 de abril de 2013

Homem é encontrado morto em apartamento no Rio Vermelho

Um homem identificado como Maurício José Sanches de Oliveira, de 49 anos, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (16) no apartamento onde morava, no edifício Marco José, na rua Maragogipe, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O mau cheiro exalado do interior do apartamento de Maurício chamou atenção de um morador, que ligou para o 190. Peritos do DPT (Departamento de Polícia Técnica) afirmaram que o corpo estava em avançado estado de decomposição. 

Os primeiros exames feitos pela perícia, ainda no local da morte, indicam que o homem foi morto por estrangulamento, na noite de domingo (14). Momentos antes do crime, por volta das 21h, Maurício havia falado com familiares. Para o delegado Sérgio Schlang Júnior, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o principal suspeito é o ex-namorado da vítima, que ainda não teve o nome divulgado. O suspeito foi visto por vizinhos saindo do prédio no dia do crime, por volta das 22h30. 
Não havia sinais de arrombamento no apartamento. Familiares de Maurício disseram à polícia que ele vinha sofrendo ameaças do ex-namorado, e que eles tinha terminado o relacionamento há dois meses. O corpo de Maurício Sanches será enterrado às 11h desta quarta-feira, no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação. 

Menino de 13 anos é encontrado morto em terreno baldio em Bom Juá

Um menino ainda não identificado e aparentando ter 13 anos foi encontrado morto amordaçado e com os braços amarrados pelas costas com fios de telefone, na manhã desta terça-feira (16), em um terreno baldio no bairro Bom Juá, em Salvador. A vítima tem o corpo franzino, uma tatuagem com o nome Téo no braço direito, e estava vestido apenas com cueca.

De acordo com o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investiga o caso, a perícia apontou que a causa da morte foi enforcamento. O corpo do menino foi encontrado por moradores, que ligaram para o 190. Eles disseram à polícia que nunca viram o garoto no bairro. suspeita de que o menino foi assassinado em outro local e abandonado em Bom Juá. O corpo foi encaminhado para o IML (instituto Médico Legal) Nina Rodrigues.

TAM vende passagens aéreas mais caras para brasileiros

Ricardo Gallo 

A TAM colocou à venda passagens aéreas para estrangeiros mais em conta do que para brasileiros - a passagem para brasileiros sai até 400% mais cara. A companhia aérea disse que ocorreu um erro no sistema. Uma das rotas mais caras do Brasil, a ponte aérea entre Congonhas e Santos Dumont, saía a R$ 232 para quem comprasse o bilhete no site da empresa dedicado aos Estados Unidos, para embarcar no mesmo dia. Para brasileiros, o mesmo voo custa 400% a mais: R$ 1.263, com taxas. 
Entre o aeroporto de Congonhas e Porto Alegre o preço para brasileiros era de R$ 864,14, enquanto para estrangeiros era R$ 316,00 o que corresponde a 63% menos. O mesmo ocorre em voos para Brasília. A história veio à tona na tarde desta terça-feira (16), quando uma campanha no Facebook acusou a TAM de praticar preços distintos para o mesmo produto. 
Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), os consumidores que pagaram mais caro pelo bilhete podem reivindicar o preço mais barato adotado para os estrangeiros. O artigo 31 do Código do Consumidor diz que, se houver divergência de preços, o consumidor arcará sempre com o mais baixo. Questionada, a TAM reafirma que houve um erro no sistema e já foi corrigido. Texto publicado originalmente em 16 de abril de 2013, no jornal Folha de São Paulo, caderno Cotidiano.

Um lugar para beijar


Malu Fontes

Diante da morte do estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba Itamar Ferreira, em virtude das circunstâncias em que o corpo e a roupa foram encontrados, não há como não pensar em uma morte dupla, medieval e com a assinatura nítida do preconceito, seja ela deixada por ladrões comuns que queriam roubar gadjets e deixar pistas falsas após golpeá-lo, ou por um homofóbico típico capaz de tudo. O que quer que tenha acontecido para matar Itamar, o que houve naquela cena do crime representa uma morte dupla, marcada pela assinatura da homofobia, encenada ou patológica.
Todos os dias ladrões matam pessoas, movidos pelo desejo de levar seus objetos. Já homofóbicos matam exclusivamente homossexuais e o fazem movidos pelo ódio sexual, embora haja quem pregue que toda morte causada por homofobia não passa de latrocínio comum. A assinatura perversa deixada na morte dupla de Itamar é traduzida na forma como ele foi largado dentro de uma fonte de praça pública, já morto ou deixado inconsciente para afogar-se após uma agressão na cabeça, mas com um detalhe extra para marcá-lo e matá-lo de novo, dessa vez moralmente: a bermuda abaixada até os joelhos.
Assim como assassinar uma pessoa com vários tiros no rosto significa, no código do crime, ajuste de contas, vingança por traição, jogar um homem morto numa praça com as calças arreadas é uma assinatura a serviço dos argumentos de quem vive alimentando o preconceito contra gays. Quantos não irão repetir coisas do tipo: ‘estão vendo? A homossexualidade é coisa do diabo e Deus pune’. Não são de frases assim que são feitas as declarações de Felicianos e Malafaias? 

A forma como a roupa de Itamar foi deixada não lhe dá, perante os preconceituosos para quem os gays procuram a morte por desafiar as leis da natureza sexual ou de Deus, o direito de ser vítima. E quem o matou, por mais tosco que seja, queria justamente isso. Não bastava matá-lo e levar suas coisas. Era preciso deixá-lo humilhado após a morte, condenar sua sexualidade mesmo morto, matá-lo moralmente perante o mundo Feliciano.
Independentemente do contexto que levou Itamar à morte, ele é, foi, vítima. E se ele tiver provocado ou aceitado uma paquera em relação a quem o matou? Ora, em que isso o torna moralmente culpado? Quanto a isso, vale citar um filme fundamental para entender o preconceito contra os gays. 

Em 2009, a jornalista Neide Duarte, da Rede Globo, lançou um documentário que, em tempos de tanta gente que não se constrange em ofender homossexuais, é uma aula. O documentário chama-se Um Lugar para Beijar, pode ser visto no Youtube e mostra como o preconceito, inclusive o familiar, empurra os gays, principalmente os mais pobres, para as zonas de risco da vida: as áreas escuras da cidade, os botecos copos-sujos, onde nada no entorno soa familiar e seguro, pois é somente nesses espaços de perigo e nas madrugadas desertas que encontram alguma privacidade. 

Afinal, quem aqui é macho o suficiente para saber o que é poder beijar outro homem à luz do dia numa área nobre? Do xingamento a uma tacada de golfe na cabeça, a imprensa mostra todo dia que tudo é possível. Sobra o gueto, o escuro e a madrugada ameaçadora.
Texto publicado originalmente em 16 de abril de 2013, no jornal Correio da Bahia, página 02.

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA.

Funcionários de cartório do TJ-RS são demitidos após dançarem Harlem Shake em cima de processos

Seis funcionários - quatro mulheres e dois homens - de um cartório do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) foram demitidos por justa causa nesta terça-feira (16) após a divulgação de um vídeo em que eles dançam a coreografia da música Harlem Shake em cima de processos.

O vídeo com a música do DJ americano Baauer estava no YouTube desde a última sexta-feira (12) e foi tirado do site hoje. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, o cartório da 2ª Vara Cível, que fica no Foro Novo Hamburgo (Porto Alegre), é privatizado e tem mais de 12 mil processos. Os nomes e os cargos dos funcionários não foram divulgados.